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Como o sistema de freios é uma das partes mais importantes do veículo,
qualquer descuido pode ser fatal. Por isso o primeiro passo para uma correta
utilização do sistema de freios é certificar-se de que ele se encontra em
perfeitas condições operacionais.
Como regra geral, os sistemas de freios de serviço possuem atuação
hidráulica, com duplo circuito e servofreio. Alguns modelos de veículo podem
ser equipados com sistema de freios antibloqueio (ABS), que impede o
travamento das rodas.
Os freios de estacionamento são acionados por meio de cabo, atuando nas
rodas traseiras, e são comandados através de alavanca ou pedal, dependendo
do veículo.
Quando usar o sistema de freios, observe os seguintes cuidados:
Em frenagens bruscas, evite o travamento das rodas, o que aumenta
consideravelmente a distância percorrida.
Caso seja notado o arrasto das rodas, alivie a pressão sobre o pedal do
freio. Não tire o pé totalmente para não soltar o veículo. Continue a
controlar a pressão no pedal para evitar novo travamento.
Não bombeie o pedal do freio.
Não vire o volante da direção durante uma frenagem.
Ao frear com pista molhada, sobre neve ou terreno não pavimentado,
observe os mesmos cuidados indicados para situações normais, mas os
movimentos sobre o pedal deverão ser mais dosados, para evitar erros que
levem a graves conseqüências. Utilize o pedal do freio de forma extremamente
cuidadosa e mantenha a direção sempre firme e em linha reta.
Se há ruídos ao pisar no pedal do freio. Se houver, é sinal de que as
pastilhas estão gastas e arranhando o metal dos discos, podendo
danificá-los. Verifique o estado das pastilhas a cada 10.000 km. As lonas do
freio duram entre 25.000 e 40.000 km. Ao trocá-las, peça para checar também
os tambores.
Num declive, observe os seguintes pontos:
Desça sempre com a marcha engrenada, usando a marcha que seria utilizada
para vencer a mesma inclinação na subida.
Utilize o motor como auxílio ao sistema de freio do veículo.
Em declives longos, nunca aplique os freios de serviço continuamente por
longos períodos, pois isso leva ao superaquecimento das pastilhas e lonas, e
diminui a capacidade de frenagem. Se tal fato ocorrer, tente fazer o veículo
parar por outros meios, atuando da seguinte forma:
reduza sucessivamente as marchas, de acordo com a possibilidade;
utilize o motor como freio e o freio de estacionamento;
tenha cuidado ao reduzir as marchas, pois, se a marcha não engatar, a
situação de emergência poderá ser agravada;
chame a atenção dos demais motoristas, utilizando a buzina, os faróis e
os indicadores direcionais e de advertência.
IMPORTANTE
A utilização da "banguela", que consiste em trafegar em declives com a
alavanca de mudanças no neutro, ou com o pedal da embreagem pressionado, é
um procedimento perigoso e ilegal, principalmente se o veículo estiver com
lotação máxima. Nessas condições, o veículo pode atingir velocidade acima
daquela para a qual foram projetados sistemas de freios, suspensão e
direção, as rodas e os pneus, podendo causar acidentes e/ou danos ao
veículo. Além disso, poderá ocorrer falha de lubrificação na transmissão.
Dicas para não maltratar os freios:
Evite freadas bruscas para não provocar desgaste maior nas pastilhas e
nos discos.
Não desça ladeiras em ponto morto, pois os freios podem não conseguir
parar o veículo.
Se a marcha não estiver engatada, não freie, evitando assim o desgaste
extra das pastilhas e dos discos.
Observe o nível do fluido de freio a cada vez que abrir o cofre do motor
no posto e, se necessário, complete com fluido da mesma marca. Nunca
misture. A troca do fluido deve ser feita anualmente, pois, se ele estiver
sujo, perde a capacidade de pressão, dificultando a frenagem e colocando em
risco a segurança.
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