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ELETRÔNICA NO MOTOR

 

 

Os avanços tecnológicos oferecidos nos motores dos automóveis modernos apontam para um só caminho, a eletrônica. O ciclo de funcionamento de um sistema eletrônico tem início na bateria, que armazena a energia elétrica gerada pelo alternador e fornece uma tensão contínua de 12 volts. Ao girar a chave de ignição e dar a partida, essa tensão sobe imediatamente para 25 a 30 mil volts, a tensão necessária para vencer a resistência elétrica da mistura ar/combustível entre os eletrodos das velas. Ao mesmo tempo a ignição eletrônica é acionada, carregando a bobina que, por sua vez, transmite tensão ao distribuidor, o qual a repassa às velas. Destas nascem as faíscas que possibilitam as explosões nos cilindros, processo esse chamado de combustão.

Atualmente, todo esse processo é comandado e coordenado pela ignição eletrônica, que executa esse trabalho com segurança e precisão absolutas. Todo o processo tem um momento exato para acontecer. Não adianta nada ocorrer a produção de uma centelha se o cilindro não contiver mistura ar/combustível. É aí que a ignição eletrônica entra em ação, garantindo a faísca no momento exato, para produzir no cilindro maior pressão em decorrência da combustão. Isso acontece logo depois de o pistão ultrapassar seu ponto morto superior, ou seja, ao terminar sua trajetória de subida e iniciar a descida no interior do cilindro.

A velocidade do pistão varia conforme a rotação do motor. Quanto mais alta, maior a propagação da chama, que depende da taxa de compressão, eficiência volumétrica, densidade e turbulência dos gases. Assim, o ponto de ignição não é constante. Se a ignição eletrônica identifica essas variações, cabe ao distribuidor levar a tensão às velas no tempo exato. Para que isso ocorra, há dois dispositivos, o centrífugo e o a vácuo. O primeiro adianta o ponto de ignição segundo a rotação do motor, o outro avança ou atrasa esse mesmo ponto, conforme a depressão (ausência ou não de vácuo) no coletor de admissão, o qual leva a mistura até o cabeçote. Mas isso só ocorre nos automóveis mais antigos, atualmente a ignição mapeada substituiu e aperfeiçoou a convencional, de forma que tudo passa a ser controlado pela central eletrônica (um módulo digital). Numa pequena caixa é memorizado todo o processo com todas as variáveis relativas ao ponto exato de geração da faísca. Ali também são analisados dados sobre depressão no coletor e rotações do motor, numa operação muito mais eficiente.

Os sistemas de ignição eletrônica possuem uma vantagem suplementar: controlam o tempo disponível para recarga da bobina, em função das rotações do motor.